O programa competitivo deste sábado terminou com aquela que acabou por ser a corrida mais disputada de todos. É certo que os três primeiros no final foram exatamente os mesmos que os do início da corrida, pela mesma ordem e tudo, mas é também verdade que só no final é que tudo ficou decidido.
Com a pole garantida nos treinos cronometrados, Afonso Almeida arrancou para a primeira das duas corridas do CNV Estoril 2 na frente do pelotão e assumiu a liderança logo no início da prova, com Gabriele Masarati a cair de segundo para terceiro e Martim Marco a apresentar prestação inversa. Contudo, nada foi fácil para nenhum dos três.
Almeida liderou todas as voltas, menos a segunda, a única altura em que Marco conseguiu ditar o ritmo. Mas tal não durou, e Almeida voltou a líder na volta seguinte para não mais perder a posição. Contudo, a tarefa não foi fácil. Marco nunca descolou da roda, ao ponto de terminarem a prova separados por meros 0,029s, isto numa corrida onde o intervalo entre ambos nunca chegou aos 8 décimos de segundo. Prova claro do elevado nível apresentado por ambos.
Enquanto isso, Masarati ia perdendo contacto com os dois primeiros, chegando mesmo a ter de lidar com os ataques de Dinis Borges e Tomás Alonso durante toda a corrida. Borges foi o primeiro a impor-se, saltando de quinto para terceiro na oitava volta, enquanto Masarati dava por si em quinto. Sol de pouca dura já que na volta seguinte Borges desaparecia da tabela de classificação, deixando Alonso no pódio com Masarati em quarto.
Mas ainda havia várias voltas pela frente e o homem da Beon 250 acabou mesmo por se conseguir impor face ao rival da Kawasaki 400 e recuperou o mais baixo do pódio. Posição em que chegou ao final, já quase 30 segundos de atraso para o primeiro, mas com cerca de 1,8s de margem sobre Alonso, que acabou por levar a melhor entre o pelotão das Supersport 300.
Precisamente no que respeita às Supersport, Rafael Damasio foi segundo, com Martim Jesus em terceiro, posições que ocuparam desde a quarta volta.















