EVT 2026: um começo atribulado

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António Lopes, Paulo Marques e António Silva após o dia 2 deste FIM Enduro Vintage Trophy

A Seleção Nacional presente no FIM Enduro Vintage Trophy, que arrancou esta quarta-feira na Alemanha, teve um arranque pouco feliz devido a uma penalização, mas, no primeiro dia de Enduro ‘a doer’, recuperou nove posições.

Começou ontem em Zschopau, na Alemanha, a edição 2026 do FIM Enduro Vintage Trophy, com 450 pilotos veteranos e respetivas motos clássicas de Enduro, com a presença de 17 seleções nacionais em busca do troféu mais cobiçado. Portugal voltou a alinhar na prova com uma equipa nacional composta por António Lopes, António Silva e Paulo Marques, com ambições justificadas aos lugares da frente, embora o dia inaugural, quarta-feira, onde apenas se disputava uma prova de aceleração após uma ligação, tenha causado um sério revés na seleção lusa.


De facto, aquele que era o dia desportivamente de menor importância, acabou por ditar um atraso significativo e um grande golpe nas aspirações da equipa portuguesa, devido a uma penalização de 4 minutos imposta a António Silva após um erro no percurso.

Com este tempo averbado, Portugal saiu esta quinta-feira para o primeiro de enduro ‘a sério’, com duas voltas a um percurso de 80 km e três especiais por volta, no 17º e último lugar entre as seleções concorrentes ao troféu principal.
No entanto, ao final do dia, o trio vintage nacional havia galgado nada menos que nove posições, passando a ocupar o 8º lugar (superando Noruega, Eslováquia, Países Baixos, Finlândia, Austrália, Suíça, Suécia, Grã-Bretanha e Polónia), mesmo com a penalização averbada na véspera, numa classificação liderada pelos Estados Unidos, à frente das seleções da Áustria e Itália.

Tratou-se de um grande dia de Enduro, com bom tempo, que António Silva, participante nas últimas cinco edições do EVT, cotou como o mais duro que já disputou na prova, com excelentes especiais e muito bem desenhado pela organização alemã, num local com grandes tradições no Enduro e no motociclismo europeu em geral.

Mesmo com algumas pequenas mazelas, como duas quedas para António Lopes, uma queda para ‘Toni’ Silva e alguns problemas de carburação (já resolvidos) na pequena Puch, foi um dia muito positivo para o trio nacional, minimizando o rude golpe sofrido na véspera. De acordo com a classificação (ainda não oficial) deste segundo dia, António Silva foi 2º na sua classe (B2), António Lopes 7º da classe A3 e Paulo Marques 4º da classe C2!

Amanhã os pilotos e as motos vintage voltam a ter um dia de verdadeiro Enduro que, se a chuva (até aqui ausente) aparecer, será extremamente árduo e poderá ditar grandes reviravoltas na tabela, tanto mais que, no sábado, se disputará apenas a especial de motocross final, com partidas em linha.

Fotos: FIM

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