Dakar 2026: portugueses em bom plano

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Martim Ventura foi o melhor representante português nas duas rodas no Dakar 2026, estreando-se na prova com um 3º posto na classe Rally2 e 11ª posição da classificação geral. Bruno Santos foi 17º (7º rally2) e Nuno Silva 85º colocado.

Com quatro portugueses à partida do Dakar 2026 nas Motos, três deles estreantes, e apenas um abandono, foi com um saldo positivo que terminou a participação lusa nas duas rodas. Martim Ventura (Honda) foi o melhor colocado, terminando a prova no 11º lugar da geral e 3º da classe Rally2, apesar do percalço mecânico durante a 4ª etapa que o fez perder cerca de duas horas. Também Bruno Santos (Husqvarna) fez uma grande prova nesta que foi a sua 3ª participação no Dakar, terminando a prova num bom 17º posto da geral e 7º entre as Rally2. Na formação do Old Friends Rally Team, que integrava Nuno Silva e Pedro Pinheiro, ambos em KTM, Nuno Silva conseguiu o objetivo de levar a bom termo esta sua estreia no Dakar, com o 85º posto final, enquanto Pedro Pinheiro foi forçado a abandonar na 7ª etapa, na sequência do embate com uma duna que o impediu de continuar devido às mazelas mecânicas e físicas sofridas.

Martim Ventura

Para Martim Ventura, que alinhou pela formação da Honda HRC em Rally2, esta sua estreia na prova teve “um saldo bastante positivo. Podia ter feito um Top 10 absoluto, mas tive um problema mecânico que demorei muito tempo a arranjar e atrasei-me bastante nesse dia. Mas estou muito contente. A equipa trabalhou muito bem e é uma alegria muito grande estar nesta equipa e ter conseguido fazer estes resultados. Foi espetacular.”

Bruno Santos

Quanto a Bruno Santos, a alinhar novamente com as cores da Frutas Patrícia Pilar e aos comandos de uma Husqvarna, declarava no fim que este havia sido um “Dakar muito saboroso, onde não tive problemas de maior e pude andar bem todos os dias. Consegui descansar, não tive felizmente quedas que fossem significativas, apenas uns pequenos deslizes. Estive muito consistente de etapa para etapa, fui melhorando as minhas classificações, encontrando o meu ritmo e a minha posição na corrida, apertando quando tinha de apertar e tinha condições para isso ou sendo mais prudente quando as condições de visibilidade não permitiam e com isto conseguir alcançar os meus grandes objetivos que eram concluir o Dakar e terminar no Top 20. Penso ainda que sou um dos melhores, senão o melhor dos pilotos que não são profissionais, muito perto de pilotos de fábrica que se dedicam todo o ano à competição.”

Nuno Silva
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