Estávamos a 17 de junho de 1972 quando pela primeira vez as portas do Autódromo do Estoril se abriram ao público. A inauguração contou com a presença do então Presidente da República Américo Thomaz.
Decorridos hoje 51 anos sobre a inauguração, este fim-de-semana marcado por altas temperaturas dentro e fora de pista é o Estoril é o cenário perfeito para mais uma ronda do Campeonato Nacional de Velocidade.
JOÃO CURVA COM “MÃO QUENTE” NAS NAKED
Fechadas as hostilidades dos cronometrados nas Naked e com os três primeiros da grelha a rodar no segundo 48 a luta foi intensa, com João Curva a agarrar a pole (1:48.109s) com a sua BMW S1000RR com Duarte Amaral (1:48.509) e Ricardo Almeida (1:48.984), a assegurarem a sua presença ao lado de Curva. Bottoglieri (TNB2) seria o mais rápido na sua classe e assumiria a 4ª posição da grelha.
Luz verde e o ataque às primeiras voltas do traçado do Estoril a ditar uma batalha entre Curva e Amaral pela liderança com Bottoglieri a ser mais forte e a cravar a sua Triumph no 3º posto com Almeida na sua roda. Concretizadas as 10 voltas da corrida de sábado, com constantes trocas de liderança entre Curva e Amaral, a vitória acabou por sorrir a Curva por uns muito escassos 0.011s sobre Duarte Amaral. O mais baixo do pódio acabou por ficar para Luís Franco que logrou superar a sua Aprilia 1100V4, Ricardo Almeida (4º à geral) nas curvas finais e beneficiando de uma penalização de 6 segundos atribuída a Frédèric Bottoglieri (5º à geral e primeiro das TNB2), por não cumprir uma “longlap”.
Em termos de classes, na TNB 1 o top 3 foi composto por João Curva, Duarte Amaral e Luís Franco, enquanto na TNB 2 os três melhores foram Frédèric Bottoglieri, Romain Berton e Cyrille Schertenleib. André Capitão foi o vencedor solitário das SBK, e Raul Felgueiras e Márcio Silva foram os pilotos que fizeram a festa nas Super Sport. Nas Open, Rodrigo Amaralvenceu (sendo 8º à geral) seguido de Fernando Mercier e Bernardo Vilar.
CABÁ LEVA A MELHOR NA CORRIDA 1 DAS MOTO4
Entre o pelotão das Moto4 e Moto5, Alexandre Cabá (Moto4), dominou nos cronometrados da manhã com a sua BEON 150, completando a volta mais rápido ao traçado do Estoril em 2:02.780s, assinando a pole e deixando o seu opositor direto classe Gonçalo Melo a quase 2s no lugar intermédio da primeira linha da grelha. Ao lado de Cabá e Melo, para a largada o primeiro piloto das Moto5, Lourenço Vicente que assinou o tempo de 2:08.370.
Corrida sem incidentes e com total domínio da BEON 150 de Cabá da primeira à última volta, mas não sem esforço já que a MIR 150 de Gonçalo Melo nunca esteve a mais de 1s de Cabá, tendo Melo realizado, inclusivamente, a volta mais rápida da corrida na 5ª volta.
RUBÉN MACUÁ SURPREENDE NA COPA DUNLOP MOTOVAL COM ARRANQUE PERFEITO.
A terceira corrida da tarde estava reservada aos pilotos da Copa Dunlop Motoval. Finalizados os cronometrados e as três “superpoles”, a primeira linha da grelha para a corrida do dia ficou nas mãos de Rafael Ribeiro, Nelson Cruz e Rui Palma.
Nesta contenda Ribeiro aos comandos da Yamaha R1 da Elite Racing Team assinou o tempo mais rápido com 1:45.305 deixando os dois homens da Moto Galos – Cruz (Yamaha R1) e Palma (BMW S1000RR), a meros 0.009s e 0.713s de distância. Antecipava-se luta renhida.
A surpresa, no entanto, estava reservada para o decorrer das 10 voltas ao traçado do Estoril. Ainda mais com as diferenças tão curtas registadas nos cronometrados.
Ruben Macuá (CDM 2), que alinhou na 4º posição da grelha lograria um arranque perfeito e na curva 1 da 1º volta era o líder surpreendendo os três homens da linha da frente. Numa batalha intensa que garantiu a incerteza e animação até à bandeira de xadrez a liderança da corrida de sábado da Copa Dunlop Motoval foi sendo partilhada entre Macuá, Ribeiro e Palma, mas só enquanto este último conseguiu acompanhar o duo “voador”, e com Nelson Cruz a ver-se relegado para a 4º posição durante toda a prova.
As trocas de posição só terminaram com Macuá a impor o andamento da sua infernal Suzuki GSXR1000 nas últimas duas voltas aos demais contendores. Macuá assinou assim a vitória na tarde de sábado e deixa boas perspetivas para domingo até porque apesar de ter realizado apenas o 4º posto na grelha, a vitória sobre Rafael Ribeiro (2º à geral, detentor da volta mais rápida da corrida e primeiro na CDM1), foi por uns confortáveis 1.764s de diferença.
O ritmo de Macuá e Ribeiro acabariam por marcar a diferença para o 3º classificado. Foram mais de 16s a contar no cronometro para a passagem do homem da Moto Galos, Rui Palma na linha de meta. Cruz (2º na grelha) terminaria em 4º e a fechar o Top 5, o piloto da Team Motoclube Loulé, Bernardo Aguiar.
IVO LOPES DEMOLIDOR NAS SBK
Tal como na primeira visita ao Estoril em abril passado, Ivo Lopes pluricampeão Nacional de Velocidade que esta época alinha também no pelotão WorldSBK, manteve o registo dominador assinando com autoridade a melhor volta ao Estoril e a pole entre as SBK com 1:39.922S. Lopes distaria desta forma uma distância de mais de 3s para Ricardo Marinho E Miguel Romão (2º e 3º nas SBK respetivamente após fecho dos cronometrados. Já entre as STK600, Pedro Fragoso seria o mais forte e assumiria a 4ª posição à geral na grelha.
Aberto o semáforo Lopes assumiu uma liderança absolutamente demolidora. O ritmo imposto pelo pluricampeão aos comandos da máquina bávara da BMW Motorad Portugal foi tal que a sua vantagem no final da 3º de 15 voltas era já superior a 13s face a Ricardo Marinho e Miguel Romão.
Numa corrida com um só sentido – o de Lopes – a vitória estava entregue desde o arranque e o interesse centrou-se em saber por quanto. Mais de 56s foi a diferença para Marinho e mais de 1 minuto para Romão que assinaram o 2º e 3º à geral.
4º à geral e sem surpresas, Pedro Fragoso foi o primeiro classificado das STK600, que com um ritmo constante de início a fim rodou tranquilamente, mas sempre controlando a distância para Gonçalo Ribeiro, (5º à geral e 2º nas STK). O Top 3 da categoria fecha com Tomás Silva que fez 8º à geral.
ALONSO AGARRA VITÓRIA POR 0.136S NAS SUPERSPORT 300
Entre os homens das Supersport 300, Tomás Alonso (1:53.548s) assumiria a pole sendo secundado na primeira linha da grelha por Dinis Borges (1:53.668) e Martim Jesus (1:54.611).
Aberta a contenda para as 14 voltas ao Estoril, foi Dinis Borges que colocou a sua Kawasaki na liderança dando assim início a uma luta feroz com Tomás Alonso. Com os dois pilotos a rodar no segundo “54”, a diferença entre ambos foi sempre mínima e com ambos atentos a a Garcia e Jesus que na 3º e 4º posição rodavam a meros 1,5s da dianteira.
Já com o entardecer a surgir no horizonte e muito calor no asfalto do autódromo a decisão do vencedor foi levada para a linha de chegada entre Borges e Alonso, com o piloto da Quaresma Racing Team a agarrar a vitória por escassos 0.066s. Alonso vence, Borges é 2º à geral. O lugar mais baixo do pódio ficou com Martim Garcia a mais de 5 segundos do vencedor.















