Mundial de SBK voltou ao Estoril

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Um regresso em festa do Campeonato do Mundo de SBK, com os adeptos portugueses a acolherem Miguel Oliveira num fim de semana muito especial.

O Campeonato do Mundo de Superbike esteve no Circuito do Estoril pela oitava vez na sua história, uma competição que tem o traçado português ligado à sua génese, pois integrou a primeira edição do Mundial, em 1988, regressando depois em 1993, de 2020 a 2022 e de 2024 a 2026 (estando já confirmado para 2027).
Mas o passado fim de semana revestia-se de um significado especial, pois assinalava o regresso ao Estoril de Miguel Oliveira numa competição de nível mundial, depois de ter ali corrido um campeonato do mundo pela última vez em 2012 no G.P. de Portugal – então em Moto3.

A parada de quinta-feira culminou no traçado do Estoril

Após o grande acolhimento que se testemunhou este ano na ronda de Portimão, menos não seria de esperar no Estoril, e o regresso de Miguel Oliveira acabou por ficar marcado logo na quinta-feira, quando o piloto português liderou uma parada de motos desde Sintra, entrando no traçado para se deterem na curva 7, para um momento especial em que se batizou aquele local do traçado como ‘Curva Miguel Oliveira’.

O descerrar da placa que dá à curva 7 o nome ‘Curva Miguel Oliveira’

No dia seguinte começava a ação. Miguel Oliveira em SBK, Gonçalo Capote a alinhar como wild-card em Supersport e, na Yamaha R3 BluCru World Cup, Frederico Guimarães e Francisco Pires, eram os portugueses em pista.
Oliveira seria o 4º mais rápido no final do primeiro dia. No sábado, o piloto português da BMW assinou o 5º tempo na Superpole e partiu para uma corrida sólida, terminando no 4º posto atrás das imbatíveis Ducati de Nicolò Bulega, Iker Lecuona e, nesta ocasião, de Alberto Surra.
A Superpole Race de domingo de manhã trouxe ainda melhores momentos aos fãs nacionais que o apoiaram incondicionalmente todo o fim de semana. Oliveira instalou-se cedo no 3º lugar atrás das duas Ducati oficiais, posição que acabaria por perder para Alberto Surra no último terço da corrida, impotente, como todo o resto do pelotão esta época, para travar o poderio da Panigale V4 R.
A corrida 2 seria a mais complicada para Miguel Oliveira, com alguns erros a fazerem-no perder várias posições inicialmente, caindo para o 12º lugar, para depois voltar à carga e terminar no 8º posto.
Os pódios de SBK repetiram-se nas três corridas, com o já campeão Nicolò Bulega a fazer o ‘hat-trick’, sempre na frente de Iker Lecuona e Alberto Surra.

Miguel Oliveira

Fazendo um resumo da ronda do Estoril, Miguel Oliveira afirmaria no final que “o grande pré-evento, com tantas motos, foi um grande começo para a minha ronda de casa, e estou honrado por ter sido dado o meu nome a uma curva no Estoril. O fim de semana acabou por ser um dos melhores que tive desde Portimão. Foi bastante sólido: bons resultados e uma boa qualificação. Dói um pouco não ter terminado no pódio na Superpole Race. E a corrida 2, claro, não nos correu bem. Estou um bocadinho zangado com isso, mas demos alguns passos com a moto. Agora, estou ansioso por Jerez.”

E se, é claro, Miguel Oliveira era o centro das atenções do público nacional, havia mais portugueses em pista. Gonçalo Capote, que no fim de semana anterior havia conquistado uma dupla vitória na último ronda do CNV no Estoril, alinhava pela primeira vez como wild-card no Mundial de Supersport com uma Yamaha R9, depois de Martim Jesus ter tido esse papel em Portimão.
Com 34 pilotos em pista, Gonçalo Capote acabou por ter um sábado difícil, abandonando cedo a primeira corrida devido a problemas de travões. No entanto, na corrida de domingo (disputada em duas partes devido a uma bandeira vermelha), o piloto português terminou na 23º lugar.

Gonçalo Capote #76

Para Gonçalo Capote, esta foi uma “experiência incrível, num campeonato de enorme exigência e com um ambiente nas bancadas e um apoio do público que tornaram tudo ainda mais especial. Obrigado a todos os que estiveram a apoiar! Hoje (domingo) senti-me melhor com a moto e conseguimos resolver os problemas de ontem. A primeira corrida estava a correr bem, com boas ultrapassagens, até à bandeira vermelha. Na segunda partida, voltei a arrancar bem e, apesar de um pequeno erro na curva 6, conseguimos recuperar posições e terminar na 23ª posição. Uma corrida divertida e um dia bastante positivo, que me deixa contente com o que consegui mostrar. Sei que temos muito mais para dar e levo desta experiência muita aprendizagem e motivação para continuar a evoluir. Obrigado a toda a equipa por este fim de semana! Vamos continuar a trabalhar.”

Em ação estiveram também os portugueses Frederico Guimarães e Francisco ‘Kiko’ Pires, naquela que foi a última jornada da R3 BluCru World Cup. Frederico Guimarães somava um 17º e um 15º lugares, enquanto Francisco Pires fazia P21 e P19.

O Campeonato do Mundo de Superbike volta a Portugal em 2027 e novamente com duas rondas: Portimão recebe a 2ª prova do ano, de 19 a 21 de março, e o Estoril volta a acolher a 11ª e penúltima jornada do Mundial, de 15 a 17 de outubro.

Fotos: Organização SBK Estoril, BMW Motorrad e redes sociais Gonçalo Capote

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