O Autódromo Internacional do Algarve recebeu um grande fim de semana de corridas, numa animada segunda ronda do Campeonato do Mundo de Superbike.
Sol, público nas bancadas e grandes duelos até à linha de meta em SBK, Supersport e SSP300 (aqui com um português no top 10), foram os ingredientes para mais um excelente fim de semana de corridas no Autódromo Internacional do Algarve, uma vez mais paragem obrigatória do Campeonato do Mundo de Superbike, uma das competições mais acarinhadas no traçado algarvio, ou não tivesse sido aquela que inaugurou o circuito em 2008.

Na classe rainha, o Campeão do Mundo em título, Toprak Razgatlioglu (BMW), assumiu o favoritismo desde cedo, liderando as sessões de treinos e a Superpole, mas nas corridas teve de lutar sempre com um Nicolò Bulega (Ducati) em grande momento de forma – ele que havia feito o ‘hat trick’ na abertura do campeonato em Phillip Island. O piloto turco acabou mesmo por vencer as três corridas, mas Bulega vendeu cara a derrota, terminando a primeira corrida a 67 milésimos de Toprak e a Superpole Race a 55 milésimos, apenas cedendo mais algum tempo (escassos 0,195s) na segunda corrida, que foi disputada em duas partes após interrupção para reparar a ‘air fence’ na escapatória da curva 1.
Em Supersport também assistimos a grandes corridas, com outro piloto turco, Can Oncu (Yamaha) a dominar a corrida 1 e o neerlandês Bo Bendsneyder (MV Agusta) a vencer no domingo.

Finalmente, nas Supersport 300, os portugueses iriam ter finalmente um piloto luso por quem puxar, Tomás Alonso (Kawasaki), que este ano cumprirá a temporada de SSP300 na íntegra. Debatendo-se com alguns problemas técnicos nos treinos, Alonso saiu de 11º na grelha para a primeira corrida, terminando no 10º lugar, após uma corrida em que o grupo da frente se isolou cedo, tornando-se impossível de alcançar.
Na corrida de domingo, Tomás Alonso saiu um pouco mais atrás, de 14º lugar (em SSP300, os nove primeiros lugares na grelha da 2ª corrida são definidos com base nas voltas mais rápidas da corrida de sábado), mas lutou sempre por não perder de vista a cabeça da corrida, conseguindo juntar-se ao grupo da frente, de 10, 12 pilotos, na fase final da corrida. Na derradeira volta chegou mesmo a passar pelo 6º posto, mas o aguerrido ‘caos’ que são as corridas de SSP300 é quase uma lotaria, e o piloto português acabaria por cruzar a meta no 10º lugar. Estes dois ‘top 10’ permitiram a Tomás Alonso sair de Portimão no 9º lugar do Campeonato do Mundo. Parabéns!
Fotos: BMW Motorrad Motorsport e Pons Italika Racing















