Uma época que promete!

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Com o arranque das participações de pilotos portugueses em competições internacionais, os treinos FMP ‘à porta’ no Estoril e em kartódromos, e muitas novidades pela frente, a temporada de Velocidade 2026 promete muitas emoções e grandes momentos!

Portugueses nos palcos internacionais

Já com a ronda do Campeonato do Mundo de Superbike em Portimão a espreitar e a gerar muitas expetativas, convém realçar que iremos ter portugueses em todas as classes, incluindo naquelas que se estreiam nesta ronda, exceto no Mundial Feminino, WCR, para o qual a candidata óbvia, a Madalena Simões, não conseguiu reunir os apoios necessários para complementar a ajuda dada pela FMP para os nossos melhores aproveitarem as oportunidades de participarem com um ‘wild-card’.

Quem vai aproveitar essa oportunidade é o Martim Jesus, que se irá estrear nas Supersport com uma Honda CBR600RR, a mesma moto com que irá iniciar a sua época no ESBK, já neste fim de semana de 21/22 de março com a equipa Rosa Competicion/ MCL, que o ajudou a conquistar o título de Campeão Nacional de Superstock 600 em 2025. O objetivo é aprender com os melhores do mundo numa pista que conhece bem e evoluírem, piloto e equipa, na busca dos seus objetivos desportivos para esta época de 2026.

Na ronda de Portimão, há outras importantes estreias para as nossas cores, pois, a par da presença do Miguel Oliveira nas WSBK na equipa ROKIT BMW Motorrad WSBK Team, que entusiasmou os fãs nacionais no arranque da época em Phillip Island e promete animar esta ronda em casa, teremos o várias vezes Campeão Nacional, Tomás Alonso (#79) a iniciar a época no Mundial de SportBike com uma Yamaha YZF-R7 no que será uma tripla estreia: a do piloto, da classe e da equipa Miguel Oliveira Team que, em Portimão, dá o pontapé de saída a uma ambiciosa aposta desportiva.

Tomás Alonso e a sua equipa fazem parte do terço da grelha que aposta numa moto com elevado potencial de evolução, motor com uma arquitetura de dois cilindros em linha, enquanto 1/4 da grelha aposta em motos supersport de 4 cilindros em linha limitadas em potência, criando um ponto de interesse adicional na classe, sobre que aposta técnica se mostrará melhor, para além das expetativas sobre o desempenho das Aprilia RS660 Factory (bicilíndrica), Triumph Daytona 660 (tricilíndrica), Suzuki GSX-8R (bicilíndrica) e as pequenas Kove 450 RR (tetracilíndrica), motos estas que também podem competir no CNV na nova classe SportBike.

Mas não serão só estes pilotos que irão defender as nossas cores nos Campeonatos do Mundo e da Europa, pois vários outros dos nossos melhores também o irão fazer no Campeonato do Mundo de Resistência (Pedro Nuno), no Europeu de Moto4 (Afonso Almeida, Pedro Matos e Vasco Fonseca), no Europeu de Stock (Gonçalo Capote, Isaac Rosa e Martim Jesus), na RedBull Rookies MotoGP Cup (Afonso Almeida) e na Taça do Mundo BluCru (Francisco Pires e Frederico Guimarães), bem como no Campeonato de Espanha – ESBK, com várias presenças e natural destaque para Ivo Lopes, que vai em busca de recuperar o título de SBK.

Treinos FMP no Estoril e em Abrantes

Mas, antes de Portimão, o Campeonato Nacional de Mini Velocidade e o CNV juntam-se ao Nacional de Supermoto para promover um treino conjunto já neste próximo fim de semana, no domingo 22 de Março, no kartódromo de Abrantes, como já anunciado, antes de se iniciarem os treinos oficiais do CNV em circuito.
A este treino em kartódromo seguem-se os Treinos FMP, que irão começar já nos dias 3 e 4 de abril no circuito do Estoril e continuarão depois, também no circuito do Estoril, a 2 e 3 de maio, proporcionando quatro dias de treinos oficiais antes do início da época.

Estes treinos, são uma organização conjunta do Motor Clube do Estoril (MCE) com o representante Dunlop para o CNV, a Neumáticos Motoval, e a FMP, destinando-se aos pilotos já inscritos no CNV à época (modalidade Epc), aos pilotos com inscrição anual na Copa Dunlop Motoval, todos detentores de Licença Velocidade do tipo Regional ou Nacional, mas também para todos os outros possuidores de Licenças Desportivas Geral ou Internacional, bem como para os que dão os primeiros passos na competição, com as Licenças TOC (Licenças Treinos Oficiais Competição). A organização promete 1h40m em pista para cada um dos quatro grupos (dois grupos Competição e dois grupos Iniciação à Competição) a preços competitivos, com os inscritos à época a beneficiarem mais quanto mais cedo foi o seu compromisso com o CNV 2026. Para mais informações, contactem o MCE, a Neumáticos Motoval ou a FMP.

Novidades no calendário

A propósito do início da época, o calendário final do CNMV irá compreender uma ronda conjunta com o CNSM a realizar em julho no kartódromo de Poiares – prova do CNMV que estava por agendar – dando oportunidade aos pilotos das Pit-Bikes de terem um alargado e intenso fim de semana de ação em pista, ao poderem participar nas corridas dos dois campeonatos, que acontecem entre os dias 18 e 19 de julho numa festa alargada do motociclismo desportivo.

Em termos de calendário, o CNV terá somente cinco rondas (seis rondas para as Naked-Bikes, que antecedem Estoril II com uma ida a Jerez), pois não foi possível concretizar uma segunda ronda em Portimão nesse mês e vê o AIA alterar, para 7 a 9 de agosto, a ronda agendada inicialmente para os dias 18 a 20 de setembro.

Corridas Sprint na jornada Estoril II

Não com o propósito de compensar, mas acabando por o fazer de alguma forma, a prova Estoril II irá contar com corridas Sprint no domingo para todas as classes. Estas corridas Sprint terão sensivelmente metade das voltas das corridas ditas ‘normais’, atribuirão pontos para o campeonato (cerca de metade dos pontos) e determinarão o posicionamento das duas primeiras linhas para a corrida de Domingo. O live-streaming irá assim transmitir muito mais conteúdo nessa ronda, que promete ser ainda mais animada que as restantes.

Também a reforçar o interesse da ronda de agosto em Portimão, esta contará com a presença dos pilotos da RC4 Cup nas suas Kawasaki ZX-4RR, que repetem depois a presença na última ronda da época do CNV, a realizar no circuito do Estoril em outubro, e os pilotos da RR Iberia Cup e as suas BMW S ou M 1000 RR. A presença destes troféus irá permitir aos pilotos portugueses com este tipo de motos terem fins de semana desportivos mais intensos ao poderem treinar e competir mais vezes.

Na sequência da redução das rondas do CNV, das esperadas seis para cinco provas (as naked bikes de sete para seis), todos os pilotos inscritos na modalidade Epc irão receber de volta 1/6 do valor pago na inscrição (1/7 no caso das naked bikes). As devoluções irão efetuar-se durante os próximos dias, utilizando o meio utilizado no pagamento das inscrições.

Alterações aos regulamentos

A publicação dos Regulamentos irá dar corpo às prometidas alterações nas classes, antecipadas na reunião de novembro passado, nomeadamente o alargamento das Superbikes às motos com 1100 cc, a evolução da classe de Stocksport 600 para SuperSport, a introdução da classe SportBike, a reconfiguração da Prémoto3 em Moto4 e da Moto5 em CNV Jr, alargando substancialmente o leque de escolhas de motos para fazer o CNV, bem respondidas pelas campanhas de preço-competição, lançadas pela Aprilia, Honda e Yamaha.

A Copa Dunlop Motoval reinventa-se e passa a somar à Taça Rookie a Taça Legends para todos os vencedores e segundos classificados consagrados, desde que existe a Copa, que voltarem a participar nesta época. Eliminará as restrições à participação existentes, mas considerará como Rookies somente os pilotos que tiram Licença Desportiva de Velocidade (Regional ou Nacional) pela primeira vez absoluta, fazendo um preço especial de inscrição anual para estes. No final da época, irá oferecer aos ‘Rookie’ e ‘Legend’ do ano, a inscrição anual da época seguinte.

É feita a introdução das corridas Sprint que, como referimos, nesta época se realizarão somente em Estoril II. As pontuações sofrem o ajuste necessário à introdução das Sprint, mas contam também com o reforço da pontuação na última corrida da época, que irá atribuir 30 pontos ao vencedor e assim por diante, mantendo as diferenças da pontuação ‘normal’ para os cinco primeiros.

Na vertente técnica para todas as motos, o novo limite de ruído baixará para 105db, tal como anunciado em novembro passado, e a Dunlop publicou a lista de pneus homologados já com os novos preços para 2026.
Somente por mais esta época, serão aceites capacetes com homologação ECE 22.05 e FIM FRHPhe-01, mas, a partir de 2027, só serão aceites capacetes com homologação ECE 22.06 e FIM FRHPhe-02, de acordo com as recomendações FIM. Os esquemas de cor dos dorsais também sofrem ajustes por via da introdução das novas classes e do conceito de Grupos em Pista onde várias classes partilham a grelha e a pista no mesmo horário.

Fazer mais com o mesmo

Nesta época, sem falar nos que irão aproveitar as não sobreposições de calendários entre o CNMV e o CNV com as provas equivalentes no país vizinho, ou as presenças dos troféus R4C e RR Iberia já mencionados, as alterações e alinhamentos regulamentares, irão proporcionar fazer mais com o mesmo. Os jovens pilotos das Pit-Bikes, poderão fazer dois campeonatos com a mesma moto, podendo competir no CNMV e no CNSM ao não haver sobreposição de rondas, exceto a de Poiares, onde os dois campeonatos se juntam, podendo fazer 22 corridas na época entre os dois campeonatos. Os pilotos do CNMV/ CNV na classe CNV Jr poderão também fazer dois campeonatos com a mesma moto, correndo nos kartódromos e nos circuitos, e fazer 22 corridas e uma sprint nesta época do CNMV/ CNV concorrendo, para além do campeonato, no CNMV e no CNV, para a Taça CNV Jr que somará os pontos obtidos na classe nos dois campeonatos.

Outras possibilidades existem na combinação entre classes, podendo abrir a oportunidade para fazer 22 corridas e uma sprint, como, por exemplo, a proporcionada com os que optarem pelas Triumph StreetTriple 765 RS, que podem competir na NB 2 e nas SSP. Estas combinações obrigam, naturalmente, a cumprir em simultâneo com os regulamentos técnicos das classes combinadas, mas são uma possibilidade real de se fazer mais com o mesmo.

Com estas novidades, a época 2026 começa já a acontecer de facto, esperando a Comissão da Velocidade que as competições sejam mais interessantes, as grelhas cresçam e o espetáculo aumente.

Comissão de Velocidade FMP

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