CNV: De novo na ‘montanha-russa’

O CNV despediu-se de Portimão neste ano de 2020.

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No arranque da segunda metade do campeonato nacional de velocidade o Autódromo Internacional do Algarve acolheu pela segunda vez em 2020 a caravana do campeonato nacional. Cerca de um mês depois da anterior passagem pela pista – no Estoril – pilotos e equipas voltaram a descer ao sul para discutirem as melhores posições na agora também pista do mundial MotoGP.

Com os seus 4592 metros de perímetro a ‘montanha russa’ recebeu de novo uma prova de motocicismo – uma semana depois do mundial Superbike – com calor, vento e muito or discutir, notando-se no pelotão a ausência de André Pires, o até então terceiro classificado no campeonato maior da velocidade nacional.

Entre os seus pares foi Ivo Lopes quem assinou a ‘pole’ para ambas as corridas a realizar no fim‑de‑semana batendo Pedro Nuno e Tiago Magalhães que com ele dividiram a primeira linha da grelha de partida.

Nas duas corridas realizadas, ambas com 15 voltas, seria mesmo o campeão nacional a cruzar em primeiro a linha de meta, sempre na frente de Pedro Nuno e Tiago Magalhães. Pedro Nuno fechou a primeira corrida a pouco menos de cinco segundos de Lopes, replicando a diferença também na segunda corrida, eles que claramente se destacaram da concorrência, sendo que Pedro Nuno fez uma corrida de recuperação depois de um inesperado problema com a electrónica da sua moto o ter atrasado.

Com estes resultados, e ainda com quatro corridas – 100 pontos – para discutir Ivo Lopes tem uma vantagem de 24 pontos sobre Pedro Nuno, que se perfila como o único piloto capaz de incomodar o líder, sendo que na terceira posição está agora Tiago Magalhães com um total de 100 pontos somados, menos 65 que Lopes e 41 que Pedro Nuno, discutindo o degrau mais baixo do pódio com Romeu Leite, a apenas seis pontos do rival de Cascais. Com dois quartos lugares no Algarve, sempre na frente de Rui Marto, Leite irá certamente discutir o terceiro posto do campeonato até ao seu final.

Nas Supersport 300, que mais uma vez competiram ao lado das Pré-Moto3, o fim‑de‑semana ficou marcado pela desclassificação de vários pilotos pela falta de utilização do restritor à admissão que as Ninja 400 da Kawasaki têm de ‘utilizar’ de forma a equilibrar o nível prestacional com as rivais como acontece com o campeonato do mundo, do qual o regulamento nacional é replicado.

No final da corrida foi com 18 milésimas de segundo de vantagem sobre Tomás Alonso que Pedro Fragoso cruzou a linha de meta, assinando a sua segunda vitória da época e relançando a sua candidatura ao ceptro por força da desclassificação a que foram posteriormente sujeitos os pilotos da Kawasaki que tinham ficado logo atrás de Fragoso: Tomás Alonso, Dinis Borges e Vasco Esturrado. Uma desclassificação que deixou Afonso Almeida e Miguel Santiago com os lugares imediatamente atrás de Fragoso. Nas Pré-Moto3 foi Gonçalo Ribeiro quem venceu na frente de Ivan Hernandéz e Bruno Salreta após 12 voltas marcadas por uma queda de Daniel Bento na derradeira passagem.

Nas 85GP/Moto4 nova vitória para Afonso Almeida que mesmo arrancando na derradeira posição – depois de uma queda na volta de saída ter obrigado a direcção de corrida a uma ‘bandeira vermelha’ – recuperou e venceu pela quarta vez este ano, desta feita na frente de Francisco Pires, o seu novo colega de equipa. Igual em termos de invencibilidade está Martim Marco que venceu nas Moto5 com margem de conforto face a Pedrinho Matos e Lourenço Vicente em mais uma bem concorrida ronda entre o pelotão da classe ‘mais pequena’ do campeonato.

A prova contou igualmente, e como em todas as rondas do campeonato, com a presença do animado pelotão das Aprilia Tuono Cup e Kawasaki ZCup que dividiram a pista com as máquinas do Troféu ENI – Taça Luis Carreira. No primeiro dia foi a dupla Paulo Vicente/Miguel Vilares a vencer entre as Kawasaki, com Duarte Amaral a subir ao degrau mais alto do pódio nas Aprilia. Albert Vismaier foi o melhor nas Open da TLC, o mesmo fazendo Pedro Dias nas Open e António Reis nas SS. Os três vencedores na TLC voltaram a ser os melhores no dia seguinte, assinando assim duplas vitórias, o mesmo fazendo a dupla Miguel Vilares/Paulo Vicente nas Kawasaki ZCup e Aprilia Tuono.

Entre as duas dezenas de pilotos que estiveram na Copa Dunlop Motoval a vitória na classe 1 no primeiro dia foi para Victor Barros, com Christophe Lajouanie a ser o melhor na classe 2. Na segunda corrida Victor Barros voltou a subir ao degrau mais alto do pódio na classe 1, mas na classe 2 foi André Gonçalves o primeiro no final da nove voltas de corrida.

A próxima prova do campeonato nacional de velocidade realiza-se nos dias 19 e 20 de Setembro no Circuito do Estoril.